Rio de Janeiro Sedia o 1º Festival Nacional de Economia Popular e Solidária: Um Marco para o Setor

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Publicado em 15/06/2026 - 12:58  |  Atualizado

O Píer Mauá transformou-se no epicentro do cooperativismo e da justiça social entre os dias 10 e 14 de junho de 2026. O 1º Festival Nacional de Economia Popular e Solidária reuniu uma rede diversa de trabalhadores, produtores, movimentos sociais, pesquisadores, gestores públicos e coletivos culturais de todo o país. O evento promoveu uma rica programação que integrou debates, feira nacional, oficinas práticas e manifestações artísticas, conectando cultura, território e a força do trabalho coletivo.

A realização foi fruto de uma correalização entre a Secretaria Especial de Economia Solidária da Prefeitura do Rio de Janeiro, o Instituto Paul Singer, a Unisol Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários) e a Rede de Gestores Públicos de Economia Solidária. A iniciativa contou com o patrocínio estratégico do Sebrae, BNDES, Fundação Banco do Brasil e Petrobras.

O Brasil que Coopera e Resiste

Na solenidade de abertura, o protagonismo da economia invisível pelas estatísticas tradicionais foi o grande destaque. Lideranças reforçaram que o festival reflete o Brasil real: aquele que gera renda, produz alimentos de forma sustentável, recicla resíduos, preserva a identidade cultural e desenvolve tecnologias sociais para superar os desafios contemporâneos por meio da coletividade.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), representado pelo secretário nacional Fernando Zamban, pontuou que o evento consolida a transição para um modelo econômico que prioriza o bem-estar social e o desenvolvimento humano. A combinação de fortalecimento das instituições com investimentos práticos em formação e fomento chancela o compromisso público com a justiça social e o fortalecimento das comunidades.

Principais Conquistas e Anúncios do Setor

O festival foi palco de entregas históricas que redesenham o futuro do setor no país. Confira as principais medidas anunciadas pelo MTE:

📑 Planejamento Estratégico e Governança

  • 2º Plano Nacional de Economia Solidária (PNES): Assinatura da portaria que institucionaliza as diretrizes do plano, construído coletivamente a partir das propostas da 4ª Conferência Nacional do setor.

  • Sistema Nacional de Economia Solidária (Sinaes): Expansão do sistema com a adesão formal de 11 municípios e 4 estados (Bahia, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte), que se comprometeram a estruturar conselhos e planos locais.

💰 Investimentos e Fomento à Cooperação

  • Parceria com a Fundação Banco do Brasil (R$ 15 milhões): Recursos destinados a estruturar redes de cooperação, impulsionar o Circuito Brasileiro de Feiras Solidárias e implantar Centros Públicos de Economia Solidária nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

  • Programa Coopera Mais Brasil (R$ 37 milhões): Assinatura dos termos de fomento junto às organizações selecionadas no edital conjunto entre o MTE e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

🚀 Fortalecimento de Incubadoras Populares (Proninc)

Foram lançadas quatro chamadas públicas que injetam mais de R$ 108 milhões no Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares, divididos de forma interministerial:

  • Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI): R$ 100 milhões voltados para o desenvolvimento de tecnologias sociais.

  • Educação (MEC e Institutos Federais): R$ 3 milhões para formação e capacitação.

  • Cultura (MinC): R$ 2,9 milhões focados na economia criativa.

  • Saúde: R$ 1,5 milhão com foco em iniciativas de saúde mental.

Nota da Secretaria: O sucesso deste primeiro festival reafirma o papel do Rio de Janeiro como indutor de políticas públicas que colocam as pessoas no centro do desenvolvimento econômico.

  • A Secretaria Especial de Economia Solidária (SES-Rio) é o órgão da prefeitura do Rio de Janeiro responsável por elaborar política pública de geração de trabalho, distribuição de renda e inclusão social.

     

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